Site dedicado ao time brasileiro de Futebol Americano Lusa Lions da Portuguesa. Aqui teremos entrevistas, resultado dos jogos, vídeos e curiosidades sobre o time . Todo conteudo exclusivo para você torcedor.
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O campeontao Paulista é decidido entre os melhores times da capital (Metropolis Bowl) contra os do interior (Capital Bowl). Os times da Metropolis Bowl que já estão na final são: Lions Futebol Americano, Taubaté Big Donkeys, São Paulo Tigers, Cruzeiro Guardians.
Já os times da Capital Bowl são: Scorpions Flagfootball, Barretos Bulls F.A, Ducks Football e São Carlos Bulldogs Football.
Os Scorpions Flagfootball, assim como o Lions, seguem invictos em sua temporada regular. No total, foram 162 pontos feitos contra 36 sofridos. O Bulldogs depois de se classificar na bacia das almas, conseguiu vencer o Mogi Guaçu Snake's River e o Unicamp Eucalyptus nas duas primeiras fases do Wild Card.
O time de Barretos chegou como favorito para o duelo com 122 pontos feitos e somente 12 pontos sofridos. Bulls finalizou a partida contra o Ducks por 24 a 08.
As vagas para a semifinal estão garantidas para os Scorpions Flagfootball e Barretos Bulls. Quem ganhar esse jogo irá disputar contra o Lions.
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O clube da Portuguesa foi o primeiro campeão da São Paulo Football League (SPFL) em julho

Foi no dia 10 de julho, no estádio do Canindé, que os leões rubros-verdes venceram o São Paulo Storm na primeira edição da São Paulo Football League. Foi um duelo disputadíssimo, nervoso e decidido nos últimos dois quartos da disputa, quando a Lusa conseguiu furar o bloqueio defensivo do Storm e saiu com o troféu após vencer por 17 a 0.
Foi a primeira vez que a defesa do São Paulo Storm foi vazada na SPFL, e o efeito disso não poderia ter sido pior para o adversário da Lusa. O Storm pagou caro pelo erro. Os últimos momentos foram desesperadores. A última jogada da partida começou com um kickoff (chute inicial de uma jogada) para a Lusa. Depois do chute, o atleta do Storm pediu o fair catch, mas a bola acabou batendo nele.
Bola no campo e os Lions conseguiram recuperá-la. O drive (série seguida de jogadas, que se inicia com a posse de bola ofensiva) não resultou em touchdown, mas resultou num chute tranquilo para o kicker (chutador) Buzz, 17 a 0 para a Lusa.
Era a hora de a Lusa continuar com a ótima vantagem. A defesa conseguiu parar o avanço dos adversários e quando tudo parecia encerrado, Catullo, o quarterback da Lusa, sofreu a segunda interceptação no jogo. Mais uma chance para o Storm. Só que do outro lado estava ninguém mais, ninguém menos que Freak. Faltavam pouco mais de 3 minutos para o fim e a ofensiva dos Lions não conseguiu pontuar. Sem problemas, porque na última tentativa do Storm, Freak apareceu novamente com a terceira interceptação na partida.
Fim de jogo, 17 a 0 para os Lions, primeiro título de full pads da história da equipe, desde a época de Rhynos. Nove anos de trabalho, enfim, coroados com um troféu.
Com sua conquista inédita, a Lusa deixa a competição como o principal destaque, com o melhor ataque e a melhor defesa da competição nacional. Na fase de grupos, a equipe venceu o Botafogo Challengers, por 55 a 6, Palmeiras Locomotives, por 56 a 0, e Santos Tsunami, por 22 a 0. Com 100% de aproveitamento, a equipe se classificou para os playoffs da competição, no qual derrotou o Corinthians Steamrollers, por 3 a 0, e chegou para a final.
SPFL- A São Paulo Football League é uma liga independente de futebol americano em São Paulo, que foi lançada no último dia 10 de março, no Salão Nobre do São Caetano. O objetivo do grupo é o fortalecimento e popularização da modalidade no Estado e conta ainda com a participação de Botafogo Challengers, Corinthians Steamrollers, Ponte Preta Gorilas, Blue Birds São Caetano, São Paulo Storm e Santos Tsunami.
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Guilherme de Jesus Nascimento de 24 anos, viu seu sonho de se tonar jogador profissional de Futebol Americano de perto. O wide reciever também conta como faz para melhorar seu desempenho nos jogos e dá sua opinião sobre a visibilidade do esporte no Brasil.
*Wide Reciever: recebem lançamentos, geralmente os de profundidade
1. Qual as sua opinião sobre a visibilidade do Futebol Americano no Brasil?
A minha visibilidade é a de um ciclo vicioso que precisa ser quebrado. Não adianta eu reclamar que falta investimento no esporte, pois a visibilidade só vem através do marketing, o marketing só vem pela qualidade dos jogos e espectadores interessados. Tudo depende do crescimento de pessoas interessadas no esporte, sem espectadores fica tudo muito difícil.
2. Você já pensou em seguir carreira no esporte?
Sim e meu sonho quase virou realidade quando eu fui convocado para participar da LFA (Liga Profissional de Futebol Americano no Brasil). O dia que descobri que a minha convocação foi cancelada fiquei extremamente chateado, mas não desisti. Eu ainda jogo Futebol Americano com esperanças de ser convocado novamente.
3. Qual a sua rotina de treinos?
Eu faço academia 3 vezes por semana, pilates 1 vez por semana e treinos específicos de Futebol Americano aos finais de semana.
4. Você faz alguma preparação antes dos jogos?
Sim, na semana anterior ao jogo eu fico sem consumis álcool e nenhum tipo de açúcar. Além disso, eu assisto diversos vídeos de jogos anteriores que me destaquei ou não, para melhorar meu desempenho e avaliar o outro time e seus jogadores.
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O wide reciever, Marcos Vinicius de Souza, 21, fala sobre o crescimento do esporte no Brasil e sua visibilidade.
Marcos Vinícius contou que já sonhou em seguir carreira de jogador de Futebol Americano, mas teve que desistir por falta de oportunidades e dinheiro. O wide reciever também conta da dificuldade de não ter um patrocinador para o Lusa Lions e como isso prejudica todo o time. *Wide Reciever: recebem lançamentos, geralmente os de profundidade
• Como funciona a questão dos patrocinadores e em que aspectos não ter um patrocinador influencia no time e nos jogadores?
É muito difícil conseguir patrocínio no Futebol Americano no Brasil. Por ser um esporte novo no país, tem pouca visibilidade na TV e do público em geral. Além de ter poucos jogadores.
Não ter um patrocinador influencia muito no time e nos jogadores. Temos que tirar tudo do nosso bolso: contratação de técnico, confecção dos uniformes, compra dos equipamentos de segurança, deslocamento para jogos em outras cidades ou estados, aluguel do estádio para realização das partidas e etc. E isso faz com que muitos jogadores desistam de continuar no esporte, podendo deixar o time desfalcado. Nos prejudica de um jeito ou de outro.
• Você acha que o cenário do esporte no Brasil pode mudar? Ganhar maior visibilidade e se tonar mais popular? Como?
Atualmente estamos passando por um período de crescimento do FA no nosso país. Os dados da ESPN Brasil apontam que o Futebol Americano cresceu 600 em 3 anos. Mas mesmo com todo esse crescimento não é um número significativo. Ainda não temos um quantidade boa de pessoas que acompanham ou jogam o esporte no Brasil, então não foi um salto tão grande.
Mesmo assim já batemos o recorde de 16 mil pessoas irem ao estádio assistir a uma partida. Está longe de ser um esporte grande, pois o FA no Brasil tem apenas 8 anos, mas ele tem uma alta possibilidade de ascensão.
• Você já pensou em jogar como uma carreira?
Já pensei em seguir carreira no esporte sim. Já quis fazer intercâmbio voltado para o esporte, fazer uma faculdade e conseguir uma bolsa. Só que foi algo muito difícil de ser realizado. É necessário fazer um autoinvestimento grande e não foi possível por vários motivos como tempo, dinheiro e oportunidades.
Quanto à carreira aqui no Brasil ainda é algo muito utópico neste momento, ou talvez para sempre. É um esporte que precisa de muito investimento, e já percebemos que não da certo no Brasil se não for futebol de bola redonda.
Pelo próximos 10-15 anos é impossível seguir carreira como jogador de FA no Brasil. As pessoas precisam ter empregos paralelos para se sustentar e praticar o esporte como hobby mesmo.
• Como você vê o Futebol Americano feminino no geral?
É incrível como as mulheres acabam gostando de Futebol Americano. Mesmo não tendo times femininos em todos os estados o interesse é muito grande. Aliás, o Brasil já foi para mundiais de Futebol Americano feminino, e se não me engano ficou em sétimo colocado.
• Qual sua rotina de treinos e como você se prepara para os jogos?
Minha rotina de treinos é 5 vezes por semana, com musculação focada para uma melhor performance em campo. Como a minha posição é de wide reciever, preciso de exercícios para fortalecer partes do corpo e músculos específicos. E nos finais de semana, tanto no sábado quanto no domingo, o time tem treino on field, que é dentro de campo para executar novas estratégias de jogo.