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"E um esporte com alta possibilidade de ascensão": Wide Reciever do Lusa Lions fala sobre o Futebol Americano no Brasil

Posted by Maah Costa on November 29, 2016 at 2:30 PM


O wide reciever, Marcos Vinicius de Souza, 21, fala sobre o crescimento do esporte no Brasil e sua visibilidade.

 

Marcos Vinícius contou que já sonhou em seguir carreira de jogador de Futebol Americano, mas teve que desistir por falta de oportunidades e dinheiro. O wide reciever também conta da dificuldade de não ter um patrocinador para o Lusa Lions e como isso prejudica todo o time. *Wide Reciever: recebem lançamentos, geralmente os de profundidade

• Como funciona a questão dos patrocinadores e em que aspectos não ter um patrocinador influencia no time e nos jogadores?

É muito difícil conseguir patrocínio no Futebol Americano no Brasil. Por ser um esporte novo no país, tem pouca visibilidade na TV e do público em geral. Além de ter poucos jogadores.

Não ter um patrocinador influencia muito no time e nos jogadores. Temos que tirar tudo do nosso bolso: contratação de técnico, confecção dos uniformes, compra dos equipamentos de segurança, deslocamento para jogos em outras cidades ou estados, aluguel do estádio para realização das partidas e etc. E isso faz com que muitos jogadores desistam de continuar no esporte, podendo deixar o time desfalcado. Nos prejudica de um jeito ou de outro.

• Você acha que o cenário do esporte no Brasil pode mudar? Ganhar maior visibilidade e se tonar mais popular? Como?

Atualmente estamos passando por um período de crescimento do FA no nosso país. Os dados da ESPN Brasil apontam que o Futebol Americano cresceu 600 em 3 anos. Mas mesmo com todo esse crescimento não é um número significativo. Ainda não temos um quantidade boa de pessoas que acompanham ou jogam o esporte no Brasil, então não foi um salto tão grande.

Mesmo assim já batemos o recorde de 16 mil pessoas irem ao estádio assistir a uma partida. Está longe de ser um esporte grande, pois o FA no Brasil tem apenas 8 anos, mas ele tem uma alta possibilidade de ascensão.

• Você já pensou em jogar como uma carreira?

Já pensei em seguir carreira no esporte sim. Já quis fazer intercâmbio voltado para o esporte, fazer uma faculdade e conseguir uma bolsa. Só que foi algo muito difícil de ser realizado. É necessário fazer um autoinvestimento grande e não foi possível por vários motivos como tempo, dinheiro e oportunidades.

Quanto à carreira aqui no Brasil ainda é algo muito utópico neste momento, ou talvez para sempre. É um esporte que precisa de muito investimento, e já percebemos que não da certo no Brasil se não for futebol de bola redonda.

Pelo próximos 10-15 anos é impossível seguir carreira como jogador de FA no Brasil. As pessoas precisam ter empregos paralelos para se sustentar e praticar o esporte como hobby mesmo.

• Como você vê o Futebol Americano feminino no geral?

É incrível como as mulheres acabam gostando de Futebol Americano. Mesmo não tendo times femininos em todos os estados o interesse é muito grande. Aliás, o Brasil já foi para mundiais de Futebol Americano feminino, e se não me engano ficou em sétimo colocado.

• Qual sua rotina de treinos e como você se prepara para os jogos?

Minha rotina de treinos é 5 vezes por semana, com musculação focada para uma melhor performance em campo. Como a minha posição é de wide reciever, preciso de exercícios para fortalecer partes do corpo e músculos específicos. E nos finais de semana, tanto no sábado quanto no domingo, o time tem treino on field, que é dentro de campo para executar novas estratégias de jogo.

 


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